Selo 100 anos - emitido em 3 de janeiro de 1960 |
Aos 23 anos tornou-se
comerciante de café na praça de Santos. Posteriormente, dedicou-se a vários
empreendimentos, como o Banco de Santos e uma estrada de ferro.
Luiz de Mattos – Nasceu na
Vila de Chaves – Província de Trás-os-Montes (Portugal), a 3 de janeiro de
1860, era filho de José Lavrador e Casimira Júlia de Mattos Chaves.
Seu pai era natural de Orence, Província de Galiza (Espanha), descendente em linha direta da família de fidalgos Lavradores.
Sua mãe era descendente dos grandes lutadores e fidalgos Mattos Chaves, fundadores da linda, hospitaleira e salubérrima Vila de Chaves.

Aos 13 anos, no ano de 1873, veio para o Brasil, desembarcando nesta cidade do Rio de Janeiro, onde o aguardava o seu irmão, já negociante, em Santos, Vitorino de Mattos Lavrador, e no Colégio São Luís, em Botafogo, internado foi por algum tempo, a fim de seguir estudos.
Seu pai era natural de Orence, Província de Galiza (Espanha), descendente em linha direta da família de fidalgos Lavradores.
Sua mãe era descendente dos grandes lutadores e fidalgos Mattos Chaves, fundadores da linda, hospitaleira e salubérrima Vila de Chaves.

Aos 13 anos, no ano de 1873, veio para o Brasil, desembarcando nesta cidade do Rio de Janeiro, onde o aguardava o seu irmão, já negociante, em Santos, Vitorino de Mattos Lavrador, e no Colégio São Luís, em Botafogo, internado foi por algum tempo, a fim de seguir estudos.
Encontramos pela primeira vez
o nome de Luiz de Mattos, citado pelos historiadores da campanha abolicionista
em Santos, numa reunião, em 1882 Luiz de Mattos tinha apenas 22 anos de
idade (palmas prolongadas) para a criação dum reduto para os
escravos fugidos, espécie de Quilombo, (hoje Bairro do Jabaquara, Santos) como refúgio geral e único, ao invés de
se ocultarem nos porões e quintais de casas amigas.
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O desejo de Luiz de Mattos era
de vir para Santos-SP para ficar na companhia dos seus tios Victorino e João de
Mattos Chaves.
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Limpeza Psíquica |
Partiu assim, autorizado por seus tios, para Santos, empregando-se numa importante casa de estivas – secos e molhados no atacado – e da qual se passou, mais tarde, para o comércio de café, desenvolvendo aí grande atividade.
Dotado de uma inteligência
incomum, assimilou tudo com incrível facilidade, neste novo rumo de comércio,
nada havendo que Ele não soubesse fazer com perfeição, inclusive ensacar,
empilhar, separar e qualificar o café.
Seus chefes, que muito o
estimavam e admiravam, despacharam-no para o interior de São Paulo e Minas, com
a incumbência de comprar e obter consignações de café.
Entregue a essa nova
atividade, fez ele as mais elevadas relações com políticos, fazendeiros,
negociantes, industriais, literatos, etc., chegando a alcançar as maiores
simpatias entre compradores e vendedores de café, sendo, em breve, o mais
considerado dentre os seus colegas.
Despedindo-se da casa em que
trabalhava, para se estabelecer, iniciou-se, como comissário de café; seu
capital era pequeno, mas as excelentes relações que tinha no interior e a sua
grande simpatia concorreram para que, ao saberem-no estabelecido, os
fazendeiros mandassem-lhe a maior parte das suas colheitas, e assim foi fazendo
uma casa importante, a ponto de tornar-se a maior casa portuguesa em Santos,
naquela época, exportadora de café.
Conhecedor profundo da
matéria, prestimoso e pontualíssimo na prestação de contas aos seus comitentes,
alastrou-se a propaganda da sua casa de tal forma que os fazendeiros, mesmo os
que não o conhecessem, lhe faziam grandes consignações.
Sempre ativo e trabalhador,
Luiz de Mattos chegou logo a possuir considerável fortuna. Foi fundador de
diversas empresas no Rio de Janeiro e em Santos; dentre elas a Companhia
Industrial, a Companhia Carris de Ferro, etc. Convém observar que esta última
foi organizada em época de grandes dificuldades financeiras. Só mesmo seu
irresistível prestígio poderia conseguir traduzir em realidade uma idéia que
demandava de pronto avultado capital.
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Sociedade Humanitária dos Empregados do Comércio |
Além destas e outras empresas, Luiz de Mattos foi
igualmente o fundador da Sociedade Humanitária dos Empregados do Comércio, do
Real Centro da Colônia Portuguesa, etc.
Entre outros serviços
humanitários, destacam-se os que desveladamente fez à Sociedade Portuguesa de Beneficência de Santos.
Achava-se em completa
decadência essa instituição benemérita, quando Luiz de Mattos, ainda
materialista, mas impulsionado pela grande generosidade de sua alma, pôs ombros
à espinhosa e árdua tarefa de levantá-la da prostração em que se achava.
Foi tanta a sua dedicação, tão
desvelado, tão intenso o ardor com que se atirou a esse trabalho, que em pouco
tempo conseguia ver coroados do melhor êxito os seus nobilíssimos esforços.
A Sociedade Beneficente de Santos ficou em ótimas condições, no mesmo pé de igualdade das mais importantes agremiações congêneres existentes no Brasil. Nessa Sociedade teve ele o título de Benemérito.
A Sociedade Beneficente de Santos ficou em ótimas condições, no mesmo pé de igualdade das mais importantes agremiações congêneres existentes no Brasil. Nessa Sociedade teve ele o título de Benemérito.
Eleito Diretor da Associação
Comercial de Santos, por diversas vezes, a ininterrupta recondução ao cargo era
a melhor prova da estima que os brasileiros e portugueses lhe tributavam.
Benemérito, por índole, de tudo que dava não admitia alarde; os beneficiados, porém, não se podiam conter e de boca em boca tornavam conhecido o bem que ele fazia.
Benemérito, por índole, de tudo que dava não admitia alarde; os beneficiados, porém, não se podiam conter e de boca em boca tornavam conhecido o bem que ele fazia.
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No Asilo da Infância Desvalida
de Santos, desde jovem, foi ele incluído no número de seus grandes Benfeitores.
A todas as instituições
humanitárias ele comparecia, com prazer, auxiliando-as tanto quanto lhe era
possível.
Grande abolicionista, amigo
dedicado de José do Patrocínio, Júlio Ribeiro, Francisco (Chico) Glicério, Campos Sales,
Bernardino de Campos, Santos Pereira, Luiz Gama e outros, bateu-se sempre pela
abolição.
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Quando promulgada a Lei de 13
de maio, ele, o Dr. Manoel Homem de Bittencourt e outros brasileiros e portugueses realizaram em
Santos esplêndidas festas em comemoração ao grande acontecimento, que fazia
entrar definitivamente o Brasil no convívio das nações civilizadas.
Embora havendo nascido em
Portugal, era tão brasileiro como os aqui nascidos, visto ter desde criança,
acompanhado, com vivo interesse, o progresso e trabalhado pela felicidade do
povo brasileiro, com ele e por ele se batendo ao lado dos nacionais honrados
daquele tempo, que acima dos interesses do bolso sabiam colocar os da Pátria.
Esquivou-se, embora
descontentando muito os amigos, de aceitar o lugar de representante do povo
paulista, como Deputado, por não querer deixar o cargo de Vice-Cônsul de
Portugal, que vinha exercendo, nobremente, desde 1887, e mesmo por entender que
não devia naturalizar-se, pois um ato desse praticado por ele, naquele tempo,
reputava indigno.
Dizemos naquele tempo porque depois que descobriu a Verdade e passou a explanar a Doutrina de Cristo, compreendeu e se convenceu de que Pátria apenas uma existia – O UNIVERSO – e que a seleção de povos e raças era, como continua a ser, uma consequência da ignorância em que viviam, e vivem ainda, todos os povos do planeta Terra.
Dizemos naquele tempo porque depois que descobriu a Verdade e passou a explanar a Doutrina de Cristo, compreendeu e se convenceu de que Pátria apenas uma existia – O UNIVERSO – e que a seleção de povos e raças era, como continua a ser, uma consequência da ignorância em que viviam, e vivem ainda, todos os povos do planeta Terra.
Como autoridade consular em
Santos, deve-se a Luiz de Mattos o fim das cenas desagradáveis havidas naquela
cidade, entre trabalhadores e praças de polícia ali destacadas.
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Era um empreendedor, um
criador, um reformador. No comércio de café, foi criador do hoje desenvolvido
sistema denominado café “a termo”, que, executado dentro dos seus moldes, é um
negócio lícito, inteligente, moderno e de grande vantagem para o lavrador, o
intermediário e o comprador.
Entre comerciantes e corretores da praça de Santos, nada era resolvido sem que primeiro fosse ouvido o Luiz, como na intimidade comercial de café o tratavam.
Entre comerciantes e corretores da praça de Santos, nada era resolvido sem que primeiro fosse ouvido o Luiz, como na intimidade comercial de café o tratavam.
Qualquer negócio de vulto em
café, não era resolvido sem o seu conselho. Era voz geral: “Vai consultar
primeiro o Luiz”.
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Luiz de Mattos desencarnou em
15 de Janeiro de 1926, na cidade do Rio de Janeiro, às seis horas da manhã,
quando completava 66 anos de idade. Foi sepultado no cemitério de São Francisco
Xavier.
Desencarnou lúcido, calmo, em
sua residência. Por ocasião da desencarnação dessa nobre alma, ocorreu um
fenômeno psíquico, relatado pelo Sr. Eduardo Teixeira, na época, Encarregado
Geral do Centro Espírita Redentor. Disse ele, que nesse dia ocorreu o
desdobramento de Luiz de Mattos.
Luiz de Mattos
Por Josué Vagner de Campos
Pereira
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