Luiz de Mattos em sua época foi um espírito incansável, foi um bravo e duplamente abolicionista. Lutou pela liberdade do homem escravo do próprio homem. Mas também lutou pela liberdade do homem escravo dos dogmas escravagistas e grosseiros, liberando o pensamento do homem travado nas amarras do misticismo religioso, levando-o ao auto conhecimento de si próprio como Força e Matéria.

O espaço - Por Luiz de Mattos

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Por mais que o ser humano dê expansão aos seus conhecimentos, por mais que os analise e neles se aprofunde, não poderá penetrar, partindo da limitada posição que ocupa neste planeta, toda a extensão infinita do Espaço.

A mente, embora possa avançar até um certo ponto, fica sempre sem atingir a meta extrema, que se encontra sob o domínio de valores absolutos.

Perdem tempo os que se preocupam, em demasia, com a definição integral do problema do Espaço para abranger a sua concepção total, porque somente a Inteligência Universal é detentora de tão completo saber.
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Antes de chegar aos problemas máximos do Universo, a criatura apenas precisa adquirir os conhecimentos necessários à sua evolução, esforçando-se por aprender as inumeráveis lições que ainda não absorveu e que precedem, de muito, aquelas que envolvem as transcendentais concepções do Espírito.

O que a respeito do Espaço a inteligência humana já pode compreender, vem sendo revelado pela ciência que enfeixa tais conhecimentos.

Este planeta — que serve, a um só tempo, de escola e cadinho depurador a bilhões de seres encarnados — é, como miríades de outros planetas, semelhantes a uma partícula de pó, em relação ao Espaço Infinito.

Ele pertence a modesto sistema solar de uma grande família estelar que se chama Galáxia.

O sistema solar, do qual faz parte a Terra, compõe-se de reduzido número de planetas girando em torno do Sol.

Nenhum desses planetas tem luz própria. Esta provém dos raios solares que neles resplandecem, como acontece com a Lua cujo brilho resulta da luz solar refletida em sua metade iluminada.

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Excluídos os planetas, as outras estrelas que brilham no firmamento são sóis e, portanto, centros de sistemas solares. Há sistemas solares menores do que o que contém o nosso planeta como também os há muito maiores.

Existem, ainda, outros bastante complexos, com vários sóis, e estes, de cores diferentes, produzem cambiantes de luz de diversas tonalidades, em combinações que se revezam com o pôr e o nascer de cada sol.

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A luz emitida pelos corpos solares — idênticas à de qualquer corpo material — não pode ser confundida com a Luz Astral que representa a Força Inteligente e enche o Espaço Infinito, por ser ela de constituição inteiramente diversa.

As trevas da noite nada significam para o espírito, pois este vê através da Luz Astral que penetra todos os corpos, até ao mais ínfimo lugar no Espaço. Dia e noite expressam períodos apenas relacionados com a vida material.


Vários são os movimentos da Terra no Espaço, salientando-se o de rotação em volta do seu próprio eixo, o de translação em redor do Sol, o que é feito, como todo o sistema solar, em torno do eixo da galáxia, e o que resulta do movimento da própria galáxia.

Todos estes movimentos são perfeitamente conjugados em velocidades uniformes e rigorosamente ajustadas.

A medida usada para avaliar as distâncias astronômicas é a extensão que a luz percorre no Espaço em um ano, tomando-se por base a sua velocidade, que é de cerca de trezentos mil quilômetros por segundo.

Com essa altíssima velocidade, ela vai de um pólo ao outro da Terra numa insignificante fração de segundo.

A distância do Sol à Terra é atravessada em oito minutos, aproximadamente. Para atravessar, porém, a galáxia do nosso sistema solar de um extremo a outro mais afastado, leva milhares de anos.

E é bom não perder de vista que existem galáxias incomparavelmente maiores, como também há sóis na galáxia a que pertence o pequeno planeta em que vivemos, dezenas de milhões de vezes maiores do que o nosso, apesar de ser este tão grande em relação à Terra, que chega a conter bem mais de um milhão de vezes o seu volume.

O Espaço
Por Luiz de Mattos

Fonte: Livro A Vida Fora da Matéria – Edição Internet